Agora que o município de São Paulo acaba de normatizar a lei que permite a venda de alimentos na rua, a questão dos food trucks volta à baila com muito mais intensidade do que nunca. Na verdade, o que aconteceu foi a regulamentação de algo que acontece em São Paulo, e inúmeras outras cidades, já há muito tempo, com os “dogueiros”, carrinhos de pipoca, tapioca, panqueca, etc..

FOOD TRUCK é o termo em inglês que quer dizer “caminhão de comida”, nada mais. Mas, como sempre, o brasileiro prefere adotar o termo inglês por achar que isso torna o negócio mais sofisticado.

Nos Estados Unidos, o food truck existe já há muito tempo, e é uma opção de alimentação fora de casa, feita por milhares de pessoas todos os dias. Realmente houve uma sofisticação dos alimentos e do serviço, com verdadeiros restaurantes sobre rodas, e ofertas as mais variadas. Sem deixar de lado os carrinhos de hot-dog de Nova Iorque, assim com os sanduíches de pastrami, os kebabs, e, mais recentemente, alimentos típicos de países africanos.

No Brasil, estamos acostumados às peruas que vendem hot-dogs, e aos ambulantes que oferecem tapioca, bolos, lanches, sanduíches, refrigerantes, sucos e o que mais possa ser ofertado em termos de uma refeição rápida. Na maior parte dos casos sem a higiene e o cuidado necessários, uma vez que isso é feito sem a infraestrutura desejável.

A regulamentação que acontece em São Paulo chama a atenção por se tratar da maior cidade do país, um aglomerado de 11 milhões de pessoas, que vivem uma verdadeira correria todos os dias e precisam se alimentar sem perder tempo – a custo baixo. Aliás, já existem experiências neste sentido como o Buzina, o Rolando Massinha (que já tem mais três opções, com kebabs, hot-dogs e churros), Fichips Food e Temaki Navan. Outros projetos estão encaminhados e prometem ir às ruas nos próximos meses.

Bom, dadas estas explicações, vamos ao que interessa: o food truck não passa de um restaurante sobre rodas. Tem várias vantagens sobre um tradicional restaurante comercial:

  • Ele pode ir para onde os clientes estão.
  • O custo fixo é bem menor, em comparação com um restaurante, e requer muito menos pessoal.

No entanto, é um negócio que exige muito trabalho e atenção, especialmente no início. Proprietários de food trucks têm longos dias de trabalho e problemas semelhantes aos donos de restaurantes, tais como épocas de baixo movimento, por motivos os mais diversos, e são atingidos frontalmente pelas intempéries e pela economia em retração.

Para você que está pensando em montar seu food truck, aqui vão algumas orientações que colhi em uma matéria muito interessante (publicada por Lorri Mealey num site americano):

  • Descubra se o food truck pode ser utilizado na sua cidade – Mais ainda, verifique os locais da cidade onde é permitido este tipo de comércio, para poder se planejar e fazer suas previsões de negócio. Você vai se surpreender ao ler a legislação da sua cidade que cuida desta área e que, provavelmente, deve delimitar as áreas onde você pode estacionar seu food truck. Por exemplo, em São Paulo, poderá haver o registro de apenas uma licença por pessoa/empresa.
  • Escolha um nome para seu food truck – Ok, agora que você já se decidiu a entrar neste ramo da alimentação, está na hora de cuidar do nome do seu food truck, fazer seu plano de negócios e começar a montar o orçamento da empresa. A parte mais divertida é decidir sobre um nome para seu food truck e decorá-lo com motivos chamativos e de bom gosto. Na verdade, a busca de um nome é muito parecido com a escolha de um nome para qualquer restaurante. Ele deve refletir seu conceito e o alimento que vai servir.
  • O cardápio do food truck – Mesmo que você não tenha cardápios sofisticados, assim como um restaurante comum, ainda será preciso ter um local onde os clientes possam conhecer suas ofertas para poder decidir o que vão comer. Você também terá que decidir se o seu cardápio será o mesmo todos os dias ou vai oferecer pratos diferentes todos os dias. Keep it simple (mantenhas as coisas simples). Não invente pratos que serão complicados para serem preparados e finalizados, lembre-se que seu espaço de cozinha é limitado. Pense também na comodidade de seus clientes. Como eles vão comer? Sentados? Onde? Ou em pé? Adapte sua oferta aos clientes. Não espere que eles se adaptem a você.
  • A montagem do seu food truck – Mesmo que consiga um veículo usado, a bom preço, você ainda vai precisar montar uma infraestrutura para poder atender às suas necessidades de preparação/finalização/comercialização, às exigências da ANVISA, da prefeitura do seu município e precisa ter certeza de que vai oferecer o melhor alimento para seus clientes. Se pretende servir comida quente, como pizza, batatas fritas e outros alimentos fritos ou cozidos, vai precisar de um forno, um fogão e uma fritadeira. Se vai oferecer sanduíches pré-preparados, haverá a necessidade de refrigeradores para estocagem de alimentos. Na verdade, equipar um food truck é muito parecido com a concepção de uma cozinha de restaurante, com a diferença que o espaço é muito mais reduzido.
  • O boca a boca vai fazer seu marketing – A coisa boa sobre um food truck, é que ele é que é uma propaganda sobre rodas. No entanto, isso não significa que você não deva fazer alguma publicidade e marketing do seu negócio. Meios de comunicação sociais como Facebook e Twitter são perfeitos para a construção de uma boa base de clientes. Aliás, em São Paulo, o Buzina já se utiliza destes meios para dar sua localização durante os vários dias da semana.
  • Crie um fundo de emergência – Isto é verdade para qualquer empresa de pequeno porte. Um reparo no veículo pode ser caro, e cada dia parado na oficina, representa prejuízo certo. Um temporal ou uma inundação podem reduzir os negócios de maneira abrupta e colocar em risco a própria sobrevivência do seu negócio. Esteja preparado para o inesperado e tenha algum dinheiro de reserva.
  • Tenha metas claras para o futuro – Talvez o food truck seja seu primeiro passo em direção ao seu próprio restaurante. Decida onde você quer estar daqui um ano, cinco anos, 10 anos. A definição de metas claras para o seu negócio vai ajudar a mantê-lo motivado e focado.

 

Dicas:

  • Pense pequeno – Isso mesmo, se você não quer investir muito dinheiro, ou não tem capital suficiente, um carrinho custa uma fração de um food truck com muitos dos mesmos benefícios. Um passo de cada vez.
  • Esteja preparado para emergências – Comece a poupar dinheiro para reparos de equipamentos ou outros imprevistos.
  • Prepare-se para longos períodos de trabalho – Pode ser que você só sirva seus alimentos no horário do almoço, mas é preciso preparar a comida para o dia seguinte, limpar a cozinha, fazer as compras de insumos, além de fazer a contabilidade, administrar sua equipe e outras tarefas mundanas.

 

No mais, você fez uma boa escolha. Vá em frente e boa sorte!

http://www.blogdobanas.com.br/como-iniciar-seu-negocio-de-food-truck/

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